Há mesas onde se negocia.
Outras onde se disputa lugar.
Mas há mesas onde simplesmente se pertence.
Jesus revelou um Deus que não mantém distância.
Ele convida para a mesa — como Pai.
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele.” (Apocalipse 3:20)
Ceia não é reunião formal.
É intimidade compartilhada.
À mesa, as máscaras caem.
Não se impressiona. Não se disputa.
Ali, somos quem somos.
Por isso, muitos se sentem desconfortáveis com a ideia de Deus à mesa.
Preferem um Deus distante, controlável, previsível.
A intimidade expõe. Aproxima. Humaniza.
Mas observe Jesus:
Ele come com pecadores.
Senta-se com os cansados.
Parte o pão com os amigos.
“O Filho do Homem veio comer e beber.” (Evangelho de Lucas 7:34)
A mesa revela a identidade.
Servos aguardam ordens.
Filhos sentam-se e recebem.
Quando isso se torna real, a fé muda de tom.
Você não se aproxima para provar valor.
Não fica em pé, esperando permissão.
Você se senta.
No trabalho, isso ensina a criar espaços mais humanos.
Nos relacionamentos, convida à presença verdadeira.
Com Deus, devolve a simplicidade do encontro.
À mesa, você não é avaliado.
Você é acolhido.
Hoje, leve consigo esta pergunta:
Tenho vivido minha relação com Deus à distância ou à mesa?
Sente-se.
Não há pressa.
Pai,
obrigado pelo lugar à mesa
que me ofereces como filho(a).
Liberta-me da postura
de quem apenas observa de longe.
Ensina-me a permanecer
na intimidade do Teu amor,
em descanso e confiança.
Amém.
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