Há nomes que recebemos da vida.
Alguns vêm da infância, outros dos erros, outros das expectativas dos outros.
Mas há um nome que não nasce da história - nasce do coração de Deus.
Jesus não veio apenas nos ensinar a viver melhor.
Ele veio nos ensinar como Deus nos chama.
“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus.” (1 João 3:1)
Chamado.
Não rotulado.
Não tolerado.
Chamado.
Muitos se relacionam com Deus a partir de funções:
servo, obreiro, responsável, forte, espiritual, firme.
Esses papéis podem até ter valor,
mas nenhum deles é o seu nome.
Antes de qualquer função, Deus chama você de filho(a).
Não porque você acertou.
Não porque foi fiel o suficiente.
Mas porque Ele decidiu amar.
O problema é que, quando esquecemos esse nome,
passamos a viver tentando sustentá-lo com esforço.
No trabalho, nos tornamos reféns da performance.
Na família, carregamos o peso de corresponder.
Na fé, transformamos relacionamento em obrigação.
Mas quando o nome volta a ecoar - filho -
algo se reorganiza por dentro.
A obediência deixa de ser medo.
O serviço deixa de ser cobrança.
A oração deixa de ser negociação.
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Romanos 8:14)
Você não precisa agir como filho para ser chamado assim.
Você aprende a viver como filho porque já foi chamado.
Hoje, em algum momento de pausa, pergunte em silêncio:
Qual nome tenho usado para definir quem eu sou?
Depois, com suavidade, repita internamente:
Sou filho.
Pai,
ensina-me a ouvir novamente
o nome que vem de Ti.
Silencia as vozes que me reduzem
e grava em mim a identidade
que nasce do Teu amor.
Que eu viva hoje
como filho,
em liberdade e confiança.
Amém.
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