Há um cansaço que não vem do corpo — vem da alma.
É o cansaço de tentar ser constante, firme, melhor do que ontem.
Quando esse cansaço encontra a fé, nasce um medo silencioso:
“Será que Deus já se cansou de mim?”
Mas o Deus revelado por Jesus não se esgota.
Ele permanece.
“O Senhor é compassivo e misericordioso, tardio em irar-se e grande em amor.” (Salmos 103:8)
O amor de Deus não tem prazo de tolerância.
Nós nos cansamos facilmente.
Cansamos de nós mesmos, das nossas recaídas, das promessas não cumpridas.
E, sem perceber, projetamos esse cansaço em Deus.
Passamos a orar com cuidado excessivo.
A pedir desculpas por existir.
A nos afastar quando erramos, como quem não quer “dar trabalho”.
Mas observe Jesus:
Ele não se afasta dos discípulos lentos para entender.
Não abandona Pedro depois da negação.
Não desiste de Tomé por causa da dúvida.
“Se somos infiéis, Ele permanece fiel.” (2 Timóteo 2:13)
Deus não se cansa porque Seu amor não depende do seu ritmo.
Ele não ama por desempenho.
Ama por decisão.
Quando essa verdade toca o coração,
a fé deixa de ser manutenção constante
e se torna relacionamento vivo.
No trabalho, você para de se punir por falhas.
Nos relacionamentos, aprende a permanecer mesmo nos dias difíceis.
Com Deus, você se aproxima — não se esconde.
Hoje, acolha esta pergunta com honestidade:
Em que momento tenho agido como se Deus estivesse cansado de mim?
Permita que a verdade substitua essa imagem.
Pai,
cura em mim a ideia
de que Teu amor se desgasta.
Ensina-me a confiar
na Tua fidelidade constante,
mesmo quando eu falho.
Que eu caminhe hoje
sem medo de me aproximar,
sabendo que Tu permaneces.
Amém.
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