Há vozes que gritam rótulos.
Fracasso. Insuficiente. Difícil. Atrasado.
Elas falam alto, repetem-se, exigem atenção.
Mas Deus não grita nomes.
Ele sussurra.
Jesus nunca reduziu pessoas ao que fizeram.
Ele as chamou pelo que eram diante do Pai.
“Chamei-te pelo nome; tu és meu.” (Livro do Profeta Isaías 43:1)
O nome que Deus pronuncia não acusa.
Ele revela pertencimento.
Grande parte da nossa luta interior acontece no campo dos nomes.
Não os nomes do documento,
mas aqueles que aceitamos como identidade.
Alguns vieram da infância.
Outros de erros repetidos.
Outros de expectativas nunca atendidas.
Esses nomes moldam decisões, limites e medos.
E, muitas vezes, falam mais alto do que a verdade.
Mas Jesus se aproxima de outra forma.
Ele chama Maria pelo nome no jardim.
Chama Zaqueu para fora da árvore.
Chama Pedro de novo, depois da negação.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” (Evangelho de João 10:27)
A voz de Deus não disputa volume com a acusação.
Ela espera espaço.
Quando você aprende a reconhecê-la,
algo se aquieta por dentro.
Você para de reagir aos rótulos
e começa a responder ao chamado.
No trabalho, isso redefine sua postura e seus limites.
Nos relacionamentos, liberta da necessidade de se defender.
Na fé, devolve intimidade.
O nome que Deus sussurra
não precisa ser provado.
Precisa ser ouvido.
Hoje, leve consigo esta pergunta simples:
Que nome tenho escutado com mais frequência dentro de mim?
Depois, em silêncio, permita que Deus sussurre o d’Ele.
Pai,
silencia em mim as vozes
que não nasceram do Teu coração.
Ensina-me a reconhecer
o nome que Tu sussurras sobre mim.
Que eu viva hoje
a partir dessa verdade,
seguro(a) em Teu amor.
Amém.
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