Vivemos cercados por ruídos.
Opiniões, notificações, cobranças, expectativas.
E, pouco a pouco, o silêncio começa a parecer desconfortável.
Mas o silêncio de Deus não é vazio.
É presença profunda.
“O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” (Livro do Profeta Habacuque 2:20)
Há silêncios que afastam.
E há silêncios que acolhem.
Muitas vezes associamos silêncio à ausência.
Se não ouvimos resposta imediata, imaginamos distância.
Se não sentimos algo intenso, presumimos que Deus se retirou.
Mas o silêncio pode ser cuidado.
É no silêncio que o coração desacelera.
Que as emoções se acomodam.
Que a ansiedade perde volume.
Jesus frequentemente se retirava para lugares solitários.
Não para escapar,
mas para permanecer.
“Em paz me deito e logo adormeço…” (Salmos 4:8)
O silêncio que acolhe não exige desempenho.
Não cobra explicações.
Não impõe respostas imediatas.
No trabalho, ele impede decisões movidas pela pressa.
Nos relacionamentos, reduz conflitos desnecessários.
Na fé, ensina que nem tudo precisa ser resolvido agora.
Às vezes, o maior sinal de cuidado
é o espaço onde você pode simplesmente estar.
Hoje, leve consigo esta pergunta:
Tenho evitado o silêncio por medo do que posso encontrar?
Fique alguns instantes em quietude.
Permita-se ser acolhido.
Pai,
ensina-me a não fugir do silêncio.
Que eu descubra, nele,
a Tua presença que acolhe.
Liberta-me da necessidade de ruído constante
e conduz-me ao descanso profundo
que nasce do Teu cuidado.
Amém.
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