Há ausências que doem.
Pessoas que se afastam.
Fases que mudam.
Momentos que parecem vazios.
Mas a presença de Deus não funciona por temporadas.
Ela não depende do seu desempenho, nem da sua percepção.
“Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Salmos 139:7)
Não há distância possível
para quem vive na presença.
Às vezes, confundimos silêncio com ausência.
Confundimos espera com abandono.
Confundimos sentimentos com realidade espiritual.
Mas o evangelho não diz que Deus está apenas quando você sente.
Diz que Ele está.
“Eis que estou convosco todos os dias.” (Evangelho de Mateus 28:20)
Todos os dias.
Nos dias de clareza.
Nos dias de dúvida.
Nos dias de alegria.
Nos dias de cansaço.
A presença que não se ausenta
é fundamento de descanso.
No trabalho, isso impede que a pressão gere desamparo.
Nos relacionamentos, reduz o medo da solidão.
Na fé, cura a ansiedade de “sentir algo o tempo todo”.
Você pode atravessar dias silenciosos
sem estar abandonado.
A presença de Deus não depende do volume das emoções.
Ela permanece, mesmo quando tudo parece quieto demais.
Hoje, leve consigo esta pergunta:
Tenho confundido silêncio com ausência?
Fique alguns instantes em quietude.
A presença não precisa ser ruidosa para ser real.
Pai,
cura em mim a ideia
de que Tua presença vai e vem.
Ensina-me a confiar
mesmo nos dias silenciosos.
Que eu viva hoje
seguro(a)
na certeza de que Tu permaneces,
mesmo quando não percebo.
Amém.
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