“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão satisfeitos.”
(Mateus 5:6)
Antes da plenitude, existe a fome.
Antes da resposta, existe o vazio percebido.
Em algum momento, quase sem aviso, a alma percebe.
Não é um escândalo.
Não é uma crise declarada.
É só uma sensação discreta de que, apesar de tudo estar em ordem por fora, algo por dentro não está completo.
Talvez você não saiba explicar exatamente o que falta.
Só sabe que as mesmas coisas já não preenchem como antes.
Que as distrações aliviam, mas não sustentam.
Que existe um cansaço que não se resolve com descanso.
Jesus chamou isso de fome.
Não uma fome física, mas uma sede profunda de sentido, de verdade, de vida real.
Esse vazio não é um erro.
Ele não é sinal de fracasso espiritual.
Na verdade, pode ser o primeiro sinal de que Deus está chamando sua atenção com delicadeza.
O Reino de Deus começa exatamente aí:
quando paramos de fugir do vazio
e começamos a escutá-lo.
Ao longo do dia, volte a essa pergunta com calma:
O que, dentro de mim, anda pedindo mais do que distração?
Não force respostas.
Apenas permita-se perceber.
“Jesus,
se existe um vazio em mim,
eu não quero mais escondê-lo nem preenchê-lo com qualquer coisa.
Ensina-me a reconhecer essa fome
e a confiar que és Tu quem pode saciá-la.
Conduze-me com paciência no início desse caminho.
Amém.”
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