Há dias em que tudo parece firme.
Outros em que a fé vacila, o ânimo oscila e as certezas se desfazem.
Mas o evangelho não começa dizendo que você precisa permanecer.
Ele começa afirmando que Deus permanece.
“Se formos infiéis, Ele permanece fiel.” (Segunda Carta a Timóteo 2:13)
A permanência de Deus não depende do seu estado interior.
Ela nasce do caráter d’Ele.
Muitos aprenderam a viver a fé em estado de alerta.
Como se a presença de Deus pudesse se afastar
nos dias de cansaço, dúvida ou silêncio.
Isso gera tensão constante.
Você se observa demais.
Se cobra demais.
E, sem perceber, tenta sustentar sozinho
o que sempre foi sustentado por Deus.
Mas observe a promessa bíblica:
Deus não entra e sai conforme o seu desempenho.
Ele não se retira quando você fraqueja.
Ele permanece quando você não consegue.
“Eu estou convosco todos os dias.” (Evangelho de Mateus 28:20)
Quando isso se torna real, algo relaxa por dentro.
Você não precisa vigiar cada emoção.
Não precisa interpretar cada silêncio.
Não precisa provar constância para ser acompanhado.
No trabalho, isso reduz a ansiedade de “dar conta de tudo”.
Nos relacionamentos, permite presença sem medo de abandono.
Na fé, devolve o descanso de quem sabe: não caminha só.
A sua parte não é se manter firme o tempo todo.
É confiar naquele que permanece.
Hoje, leve consigo esta pergunta simples:
Onde tenho vivido como se tudo dependesse de mim, e não da permanência de Deus?
Não corrija.
Apenas reconheça.
Pai,
obrigado porque Tu permaneces
mesmo quando eu oscilo.
Liberta-me da ideia
de que preciso sustentar sozinho
a minha fé.
Que eu viva hoje
descansando na Tua fidelidade,
seguro(a) em Tua presença constante.
Amém.
Deixe o seu comentário: