O medo fala alto.
Ele cria cenários, antecipa perdas, exagera riscos.
E, quando se mistura à fé, costuma se disfarçar de zelo espiritual.
Mas Jesus não conduzia as pessoas pelo medo.
Ele as conduzia pela presença.
“No amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo.” (1 João 4:18)
Quando o amor ocupa o centro, o medo perde a voz.
Muito do nosso cansaço interior nasce do medo:
medo de errar,
medo de decepcionar,
medo de perder o controle,
medo de não ser suficiente.
Esse medo não grita — ele sussurra o tempo todo.
E, sem perceber, passamos a tomar decisões tentando evitá-lo.
Na fé, o medo nos faz vigiar a nós mesmos em excesso.
No trabalho, nos empurra para a ansiedade.
Nos relacionamentos, nos deixa defensivos.
Mas observe Jesus:
quando o medo domina os discípulos no barco, Ele não os acusa — Ele acalma o vento.
quando o coração se fecha, Ele se aproxima.
quando a ansiedade cresce, Ele oferece descanso.
“Não temas, pequeno rebanho, porque foi do agrado do Pai dar-vos o Reino.” (Lucas 12:32)
O medo perde a força não quando você se torna mais forte,
mas quando confia em Quem está com você.
Hoje, em meio à rotina, pare por um instante e pergunte:
Que medo tem guiado minhas decisões ultimamente?
Não o julgue.
Coloque-o diante da presença que acalma.
Jesus,
silencia em mim as vozes do medo
que roubam a paz e a confiança.
Ensina-me a reconhecer
a Tua presença constante
no meio das incertezas.
Que eu viva hoje
com o coração firme,
sabendo que não estou só.
Amém.
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