Há amores que se aproximam enquanto tudo vai bem
e se afastam quando surgem as falhas.
Aprendemos isso cedo — e, sem perceber, projetamos essa lógica em Deus.
Mas o amor revelado por Jesus não recua.
Ele permanece.
“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (João 13:1)
Até o fim não é apenas até a cruz.
É até o último medo.
Até a última queda.
Até onde você mesmo desistiria.
Muitos vivem a fé com receio de errar e “perder espaço”.
Como se o amor de Deus diminuísse a cada falha
e precisasse ser reconquistado com esforço espiritual.
Mas observe Jesus:
Ele não se afasta quando os discípulos dormem.
Não recua quando Pedro nega.
Não muda de postura quando Tomé duvida.
O amor que recua é humano.
O amor que permanece é divino.
Quando isso se assenta no coração,
algo muda na forma de viver.
No trabalho, você para de agir movido pelo medo de falhar.
Nos relacionamentos, deixa de se defender o tempo todo.
Na fé, você não foge quando erra — você se aproxima.
“Estou convencido de que nem morte nem vida… poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.” (Romanos 8:38–39)
Você não é amado porque se mantém firme.
Você se mantém porque é amado.
Hoje, leve esta pergunta consigo:
Em que situação tenho medo de que Deus se afaste de mim?
Não discuta com a resposta.
Apresente-a ao amor que não recua.
Jesus,
cura em mim a imagem de um amor instável.
Ensina-me a confiar
na Tua presença que permanece
mesmo quando eu falho.
Que eu viva hoje
ancorado nesse amor
que não recua.
Amém.
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