Há quedas que deixam marcas.
Escolhas que gostaríamos de desfazer.
Palavras que não voltam.
E, diante disso, surge um medo silencioso:
“Será que agora é tarde demais?”
Mas a graça não apenas perdoa.
Ela refaz.
“Se alguém está em Cristo, nova criatura é.” (Segunda Carta aos Coríntios 5:17)
Nova criatura não é remendo.
É recomeço.
Muitos acreditam que a graça serve para limpar o passado
— mas que o futuro fica limitado pelas falhas anteriores.
Vivem como quem anda com cuidado excessivo,
achando que certas partes da vida ficaram “comprometidas demais”
para serem tocadas novamente por Deus.
Mas observe o agir de Jesus:
Ele não apenas perdoa Pedro — Ele o reposiciona.
Não apenas acolhe a mulher samaritana — Ele a envia.
Não apenas restaura — Ele confia de novo.
“Onde abundou o pecado, superabundou a graça.” (Carta aos Romanos 5:20)
A graça que refaz não ignora a história.
Ela a atravessa.
Redime.
E cria algo novo a partir do que parecia perdido.
No trabalho, isso devolve coragem para tentar de novo.
Nos relacionamentos, abre espaço para reconstruções reais.
Na fé, tira o peso de achar que você “estragou tudo”.
Você não está vivendo os restos do que sobrou.
Você está sendo refeito(a) pelo amor.
Hoje, leve esta pergunta com honestidade:
Que parte da minha história eu tenho tratado como irrecuperável?
Não esconda.
A graça trabalha exatamente aí.
Jesus,
entrego-Te aquilo que achei
que não tinha mais conserto.
Refaz em mim
o que foi quebrado pelo medo,
pela culpa ou pelo erro.
Que eu viva hoje
confiando na Tua graça
que não apenas perdoa,
mas refaz.
Amém.
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